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Eurotrip Day 4 – A night at the theatre

Fui no teatro com a Anne Sophie, assistir The History Boys. Eu fui mesmo sem saber absolutamente nada sobre a peça, mas a Anne Sophie disse que o autor era muito bom. E, tipo, eu não tinha o que fazer mesmo.

A peça é muito boa, apesar de ser apenas a segunda apresentação deles. Fala sobre a relação de um grupo de alunos com dois professores, ambos inspiradores, de formas diferentes. Depois da peça teve uma sessão de perguntas com o elenco e o diretor, e nós conseguimos sair do nosso lugar nas alturas, pra ir pra terceira fileira, na beirada do palco.

O pior de ter ido ao teatro foi descobrir que de 10 a 20 de fevereiro vai ter uma peça no Noel Coward em Bath, com a Kim Catrall e o MATTHEW “MR. DARCY 2005” MCFADYEN e eu não vou poder assistir. /morry Fiz a Natalia prometer que vai por mim, hahaha.

Almocei com o Juanjo hoje. Preciso arrumar alguma coisa pra fazer agora de tarde, não tenho muita vontade de ir pra casa. Acho que vou conhecer o shopping.

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Eurotrip Day 3 – EU FUI NO JANE AUSTEN CENTRE! EU FUI NO JANE AUSTEN CENTRE!

First things first: hoje foi meu primeiro dia de aula. Além de três dos brasileiros (Clara, Vicente e Monique, coincidentemente os três com quem eu já tinha conversado um pouco), sou colega da Fiona (Taiwan), Anne Sophie (Dinamarca) e uma coreana cujo nome eu não consigo me lembrar. Mas as meninas são bem legais e a Fiona ficou toda impressionada porque existe gente que escuta c-pop no Brasil, hahahaha.

A Natalia me trocou por uma suíça, então acabei passando a maior parte do dia com a Anne Sophie. Depois da aula, eu comecei a usar a internet, mas o grupo de POA estava saindo pro Jane Austen Centre, e o Vicente, a Monique e a Clara queriam que eu fosse, mas eu meio que já tinha combinado de ver Twilight com a Anne Sophie e a Fiona. No fim, eu obviamente não me agüentei e fui com os brasileiros.

O Jane Austen Centre fica na Gay Street, a mesma rua onde a Jane Austen morou com a mãe e a irmã um pouco depois de perder o pai. Descobri que ela morou em várias outras casas em Bath, incluindo no 4 Sydney Gardens, por onde eu passo todo dia de manhã! 🙂

Os pirralhos correram pra ver toda a exposição, então não consegui prestar muita atenção nas coisas. A mostra se concentra na relação da Jane Austen com Bath, não só durante o tempo em que ela morou aqui, como na forma como ela apresenta a cidade através dos romances (especialmente Northanger Abbey e Persuasion). São mostradas reproduções de cartas, jornais e livros da época, com vários displays com reproduções de roupas, salas, jogos de carta, instrumentos utilizados, etc. Num determinado momento, se entra em uma pequena sala de projeção, onde fica passando um filme em looping a cada 15 minutos. O filme tem mais ou menos 12 minutos, e é apresentado pela Amanda Root (a Anne do Persuasion de 1995). Ela fala sobre a relação da Jane Austen com Bath, e de como essa relação é apresentada nos livros.

No final, existe uma sala com os figurinos originais de Miss Austen Regrets. O tour obviamente termina numa gift shop, onde os pirralhos compraram mesmo sem saber de quem se tratava. Eu tentei explicar algumas coisas (pra alguns interessados, como a Clara, eu indiquei livros) e obviamente conversei com as senhoras responsáveis pelo centro. Elas ficaram bem felizes que gente de tão longe foi até lá, e ficaram com pena de mim por ter que agüentar os pirralhos, tanto que me deixaram entrar de novo na exposição (a primeira vez eu quase não vi nada porque os pirralhos não gostaram muito e saíram em menos de 10 minutos).

Na segunda vez eu consegui ler todos os displays, prestar atenção nos detalhes, conhecer mais detalhes sobre coisas que eu só sabia superficialmente. Em termos de tamanho, não é uma grande exibição, mas é bem interessante em função dos detalhes apresentados. Nos finais de semana, existe um tour a pé que sai do Centro de Turismo em frente à Abadia e passa por todos os lugares onde a Jane Austen morou, ou se inspirou para escrever, ou onde foram filmadas cenas de filmes e séries baseados na obra dela. Acho que vou fazer isso nesse sábado, porque vai ser um bom complemento para a experiência de hoje.

Não fiquei muito tempo na loja da segunda vez porque 1) eu não posso comprar! eu não posso comprar! (isso obviamente não vai durar muito tempo, mas o quanto mais eu conseguir me segurar, melhor) e 2) ainda dava tempo de ver o filme com as meninas, então eu voltei pra escola. Vimos Twilight e, no começo, era só mulherada. Lá pelas tantas, o Juanjo apareceu e ficou até o final, honrando o gênero. No almoço, eu tinha discutido sobre o filme com a Anne Sophie e a Monique. Elas gostaram do primeiro filme, e eu fique toda “Hello? Cara de sofrimento? MACACOARANHA?”. Mas assim que terminou o filme, a Anne Sophie me deu razão e só dizia “mas eu lembro que quando eu vi da primeira vez era melhor…”.

A gente meio que tinha combinado de ir no teatro amanhã, mas eu esqueci de dar dinheiro pra Penny tentar comprar ingresso. Eu lembrei de pedir pra Penny procurar ingresso pro jogo de rugby, e quando eu contei pra Rachel, ela disse que o Mark tem season tickets e provavelmente vai. Pelo menos vai ser legal ter com quem falar sobre esportes, mesmo que eu vá ver ele no máximo meia vez por semana.

Aliás, conversei bastante com a Rachel hoje à noite, o que foi legal. De manhã ela estava meio estressada, então não sei se ela descontou em mim ou coisa assim. Amanhã vou esperar ela sair pra fazer o que eu tenho que fazer, porque daí vai ser mais tranqüilo. Pelo menos a Abby, a gata, me ama, porque passou a manhã se trançando nas minhas pernas.

Como ontem, são recém 8h da noite e eu estou morrendo de sono. Já fiz meu homework (era só ler um artigo), mas acho que vou ver alguns seriados antes de dormir. Não sei o que fazer quando acabarem os episódios que eu trouxe (mentira! eu sei: eu trouxe meu diretório de livros, hahaha).

Vou ter que levar o computador para a escola amanhã, então provavelmente vou postar tudo o que está faltando. Talvez não as fotos (ainda são poucas), mas pelo menos isso aqui não vai ficar deserto.

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Eurotrip Day 2 – Here, there and everywhere

A Rachel e o Mark são bem simpáticos. Não consegui falar muito com o Mark porque ontem eu era um zumbi e hoje de manhã ele saiu logo depois de eu descer (ele trabalha em outra cidade e volta só no fim de semana). A Sophie tem 1 ano e 3 meses e é bem faceirinha. Só que eu preciso me esconder quando estou na cozinha porque se não ela não come pra ficar brincando comigo. A Rachel desenhou um mapa do caminho pra escola e, no começo, eu achei esquisito, mas depois que eu me acostumei com o traçado bizarro das ruas, ficou fácil de achar e é beeeeem pertinho. Eu atravessei uma ponte e nem fiz escândalo!

Cheguei muito cedo na escola, então fiquei passeando pelo centro de Bath pra me localizar melhor. As coisas funcionam aqui das 9h às 16h, geralmente, então não tinha muita coisa aberta. Na esquina da escola tem um café chamado Nero e, logo do lado, tem uma Starbucks.

Antes de entrar na escola, fiquei esperando do outro lado da rua (até porque estava garoando e eu não queria abrir meu guarda-chuva à toa). Enquanto eu esperava ali, apareceu uma menina meio perdida e ela veio me pedir informação sobre a escola. Também era o primeiro dia dela. O nome dela é Natalia e ela é de Bogotá. Vai ficar 6 meses aqui.

A orientação do primeiro dia foi bem simples: fizemos teste de colocação, entrevista individual com um dos coordenadores da escola, e nos apresentaram o prédio e os laboratórios. Além de mim e na Natalia, os outros dois novatos são o Juanjo, um veterinário de Madri que quer ser controlador de tráfego aéreo (!) e o Edward (Wong alguma coisa), um pirralho chinês. A Natalia e o Edward ficaram na mesma turma, mas eu acabei na turma avançada. Começo amanhã de manhã.

O único problema foi que nem aqui eu me escapei: tem um grupo de 10 brasileiros, a professora mais 9 adolescentes, do Cultura Inglesa de Caxias e de Porto Alegre. Vou ser colega de 3 deles a partir de amanhã. Hoje de tarde, como eu não tinha mais aula e o grupo de POA ia sair com a Penny, a coordenadora social, e eu me convidei pra ir junto. Eles foram na Abadia de Bath, que é de 1499 e é LINDA. Vou tentar voltar lá sem os penduricalhos adolescentes e aproveitar melhor.

O resto da tarde eu passei com eles também, vendo lojas e o Centro de Turismo (que tem uma prateleira SÓ de coisas da Jane Austen. /morri). Aliás, passei pelo Jane Austen Centre hoje quando dei umas voltas pelo centro com a Natalia e o Juanjo. Fica a duas quadras da escola!

Não são nem 8 da noite e todo mundo já se recolheu aqui. Tô cansada, mas tenho medo de dormir muito cedo e acordar de madrugada. Acho que vou aproveitar que tirei o netbook e assistir alguma coisa, pelo menos até um horário mais digno de ir dormir.

Não tenho internet na casa, mas na escola sim, então assim que eu conseguir a senha da rede da escola eu posto isso.

Talvez o grupo de POA vá no tour da Jane Austen amanhã e, se eles forem, eu vou me escalar. Vou ver com a Penny o que mais que eu posso fazer (ela disse que ir pra Stratford essa época é muito ruim, mas que se eu quiser ir sozinha, ela me ajuda a organizar). O pessoal de POA vai pra Londres nesse final de semana, então ainda não consegui companhia pro jogo de rugby (a Penny nem tá sabendo de nada). Vou ver se descubro alguma coisa e de repente arrasto o Juanjo pra ir comigo.

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Eurotrip Day 1 – I was a jetlagged zombie

Tô viva. Extremamente cansada, mas viva. A viagem em si foi só isso, cansativa. Nenhum problema. Quer dizer, eu achei que fosse perder o vôo de Roma pra Londres, mas só isso. Em São Paulo, o menino da Alitalia me deu só os cartões de embarque pra Milão e pra Roma. Disse que não tinha como fazer o check-in do último vôo. Eu teria que desembarcar, fazer check-in e embarcar de novo.

O problema é que o tempo que eu teria pra fazer isso era menos de uma hora. E a situação piorou depois que o vôo atrasou pra sair de Milão. Eu quase entrei em desespero no avião pensando em COMO eu ia fazer uma jornada dessas, num aeroporto desconhecido, em menos de 15 minutos.

Mas eu tive sorte porque, assim que desembarquei em Roma, tinha uma funcionária da Alitalia me esperando com o meu cartão de embarque. Saí que nem uma louca aeroporto afora, procurando o maldito portão G10. Não só a porcaria do portão era longe (e depois do controle de passaporte, o que significa ter ficado numa fila gigantesca pro guardinha nem olhar na minha cara na hora de carimbar o visto porque se distraiu com uma guria da Letônia que tinha uns trinta metros de altura), como tinha que pegar um TREM pra chegar nele. Depois do trem, ainda tive que andar muito pra chegar no tal portão e… tinha revista. A sorte é que a mulher só apalpou a sacola do casaco, porque se ela abrisse, ia achar o travesseiro e as duas mantas que eu roubei do primeiro vôo, hahaha.

O vôo pra Londres foi tranqüilo e, apesar de atrasado, chegou na hora. No caminho, o comandante sobrevoou os Alpes Franceses e eu vi o Mont Blanc! Minha mala estava lá (UHU!) com aviso de inspeção por Raio-X e sem o cadeado de segredo, mas não roubaram nada, pelo menos. Eu conheci um casal de irmão de Londrina que vai ficar 2 semanas em Londres, e a mala da menina não chegou. Eles demoraram tanto pra sair que eu achei que tinha acontecido alguma coisa na imigração, mas felizmente foi só a mala (prejuízo bem menor, né?). Peguei o ônibus e vim pra Bath. A viagem em si é até rápida (2 horas), mas naquela altura, depois de cambalear de sono que nem uma louca (acho que, no final das contas, entre sair de Porto Alegre e chegar em Londres eu dormi, no máximo, 3 horas), o que eu mais queria era chegar logo pra poder dormir. Não me perguntem como, mas no ônibus pra Bath tinha um mineiro escandaloso, e óbvio que brasileiro se acha, né? Mas ele ia visitar umas amigas aqui perto e não sei por quê achou por bem me contar que estava de peruca. E ficava tirando a peruca e rindo que nem um louco no ônibus. Em Bath o frio estava beeeem chatinho, então peguei um táxi (daqueles pretos, grandões, bem de filme!). Dormi antes de colocar a cabeça no travesseiro.

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